é possível morrer de saudade?
se fosse eu tava lascada
(aviso: não revisei essa porra e nem sei mais o que tá aí, fiquem com deus !)
espero que esse não seja mais um dos meus substacks inacabados que provavelmente nunca verão a superfície do e-mail de vocês, mas precisei ao menos começa-lo por que hoje chorei de saudade de gente que vi há, no máximo, dois dias.
também senti saudades de épocas. de quando eu via jasmine julio bela e dodo todos os dias na UFRN. de quando eu saía com as girlies quase toda semana. da enxurrada de amor que eu recebi quando mozi tava comigo em natal. de quando eu morava aqui e falava com alguém que queria um dia todinho só a gente. de dormir na casa de amigas e ter amigas dormindo aqui, de estar físicamente em todos os aniversários e dar abraços e presentes. de quando os maras se ligavam todos os dias no discord para estudar e eu pensava: uau, isso é suficiente pra minha necessidade de interação. eu sinto saudade de ter conversas constantes com algumas pessoas no whatsapp. eu sinto falta de ver nina na escola e de quando viajamos juntas. de quando eu ia pra casa de praia e meus pais falavam pra chamar alguém, e eu realmente chamava, sem vergonha ou insegurança. de quando eu estava quase 100% a par da vida amorosa de quase todos os meus amigos, de passar janeiros num condomínio onde havia tantos amigos que parecia que moravamos juntos, e tudo que a gente precisava fazer era bater na porta uns dos outros e chamar pra praia que eles iam. eu sinto falta do mahalila nas terças feiras, mesmo que eu tenha chegado depois e que as vezes eu nao tenha me sentido digna de ir.
todas as águas passadas parecem mais simples. todas as épocas que já foram parecem melhores.
eu não sinto só culpa em falar pouco com meus amigos, na verdade o que eu mais sinto é falta mesmo. ao mesmo tempo eu me sinto incapaz de lidar com emoção dos outros, porque eu não sei lidar nem com as minhas próprias. eu não consigo viver normalmente com tudo que eu tenho pra pensar sobre, e tenho medo de que estar mais por dentro da vida dos outros me dê mais algumas coisas.
eu não sei brincar. tudo me afeta. principalmente agora, nessa grande depressão, parece que desaprendi a conviver com problemas que não são os meus. eu, que sempre os procurei, os cacei, e tentei a todo modo resolvê-los, agora sinto que não consigo resolver mais nada, e isso me assusta.
ninguém que está triste ou bravo ou feliz ou doido me pede pra ficar do mesmo jeito mas eu não sei se consigo evitar. se alguém me apresenta um problema, eu quero pegar pra mim. talvez pra livrar a pessoa de tal fardo. talvez por sentir culpa pela pessoa estar sentindo isso e eu não. eu só sei que, para que eu não saia roubando todos os divertidamente de vocês, acho que estou me escondendo um pouco deles, e eu acho isso horrível.
pra mim isso é imoral, é egoísta, é meio estúpido, não é nada prático, não resolve nada, é tudo de ruim. engual eu.
eu juro que eu me amo. mas às vezes é difícil.
eu sou a maior defensora da importância de sentir cada emoção e cá estou, tentando evitá-las. nessa tentativa, sinto mais emoções. fora aquelas do dia a dia. meu deus!!!! é demais. (já dizia aurora, em some type of skin)
eu cansei dessa autossabotagem e quero dar um basta nisso e quero ser amiga e quero puxar conversa e quero ligar. e eu quero saber de tudo! e eu quero não sentir que preciso resolver tudo. e eu não garanto nadica de nada, porque só deus sabe o que vai ser de mim no próximo semestre, e no outro, e principalmente no outro, e talvez tudo só piore daqui pra frente e esse seja meu último momento de paz, apesar de estar cheio de medo e ansiedade. tudo isso está sendo falado por medo de você, leitor, criar alguma expectativa e se frustrar comigo. tudo que eu menos quero é frustrar você. inclusive não pense que seus problemas são um fardo pra mim porque se eu escolhi ouvi-los é porque eu quero muito!!!
(estou sendo people pleaser ao extremo e não estou nem aí. [estou muito aí, com medo do seu julgamento, apesar de saber que você não me julga.])
meu mindfulness tá na puta que pariu e eu tô presa ao mesmo tempo no passado e no futuro, sem muita perspectiva de melhora. é isso que tem pra hoje, amigos. obrigada, te amo.


Te amo, vou ai te deixar a par da minha vida e vc estara PROIBIDA de pegar algo pra vc!